... já tinham descoberto a cura do câncer, a vacina da AIDS e como fazer o meu Cruzeiro ganhar pela 3ª vez a Libertadores.
Há tempos tenho pensado na frase do escritor francês André Gide: “Toda a teoria só é boa na condição de que, utilizando-a, se vá mais além.”
E é verdade. Uma bela teoria só agrega mais valor quando podemos através dela experimentar e fixar conhecimento. E não há instância máxima de aprendizado que a prática.
Há três anos tenho dedicado interesse à assuntos da área de Engenharia de Software, em especial aos processos de desenvolvimento e gerenciamento de software. Nesse período, conheci as metodologias ágeis e passei a me envolver com a metodologia Scrum.
A empolgação de encontrar coisas novas, que para mim resolvia todos os problemas do mundo, foi algo imensurável. Lia (e ainda leio) muitos artigos sobre Agile, comecei a “evangelizar” amigos e colegas, realizei uma pesquisa em um centro de desenvolvimento, que fundamentou um dos artigos que escrevi. Estava me sentindo a “Scrum-girl”. Quem disse que a vida é assim, não é?
Por volta de seis meses atrás, tive a oportunidade no laboratório de pesquisas e desenvolvimento em que eu trabalho, de iniciar um projeto de implementação de metodologias ágeis em seu processo de desenvolvimento e treinar os novos desenvolvedores na metodologia Scrum. Eu achava que era tudo muito simples, mas não é mesmo. Senti na pele a dificuldade de manter uma cultura ágil, criar maturidade em alguns processos da empresa com documentação bem objetiva, fazer com que lançássemos releases semanais, que o time se comprometesse nas reuniões e na atualização de tarefas.
E é só assim, na prática, que podemos aprender. Todo começo é baseado em tentativa e erro. Hoje, quatro meses depois do início de um projeto na filosofia ágil, é que estamos mais seguros das práticas e dos compromissos propostos na teoria.
Terminando estilo Criminal Minds (com um os atores recitando uma frase relacionada ao episódio), Jan L. A. Van de Snepscheut dizia: “Na teoria, não há nenhuma diferença entre teoria e prática. Mas na prática há”.
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